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j mQuem por este Brasil afora não ouviu falar de Luiz Gonzaga que, em parceria com Humberto Teixeira, é autor e intérprete da música Paraíba Masculina?

Quando a lama virou pedra e mandacaru secou

quando ribançã de sede bateu asas e voou

foi aí que eu fui me embora carregando a minha dor

hoje eu mando um abraço pra ti pequenina

Êta pau pereira que a princesa já roncou êta paraíba mulher macho sim senhor

êta pau pereira meu bodoque nem quebrou

hoje eu mando um abraço pra ti pequenina

Paraíba masculina mulher macho sim senhor (bis)

Saí pra lá peste

Hoje, ao invés de ir embora, o paraibano prefere dar uns “rolés” por aí e voltar para receber gente do mundo todo em seu torrão natal, com muito orgulho.

Uma das principais atrações da boa terra pode ser encontrada em dezenas de vídeos inseridos no “youtube” sobre o pôr-do-sol na famosa Praia do Jacaré, que não me canso de admirar sempre que tenho a oportunidade de ir a João Pessoa.

Você dirá:

- Pôr-do-sol é bonito em qualquer lugar do mundo.

- Com certeza. Mas posso lhe garantir que esse tem algo de muito especial. Para assisti-lo, você necessita chegar por volta de 4 horas da tarde, munido de câmara fotográfica ou filmadora, de preferência. Faça um curto passeio pela orla para escolher um dos seis bares onde estão se apresentando músicos regionais e instale-se. Peça algo para beber e, se a visita ocorrer em alta temporada, curta a movimentação intensa de visitantes, que tentam escolher o melhor ângulo para verem, ouvirem e fotografarem ou filmarem o evento, que dura apenas 15 minutos, dentro do calmo e estreito braço do mar, à frente. Ali circula pequenos barcos com turistas que preferem participar do acontecimento o mais proximamente possível.

Às 17 horas em ponto, interrompem-se as apresentações musicais nos bares para dar lugar às primeiras notas que saem de um único saxofone, vindas de uma pequena canoa, que é movimentada lentamente da direita para a esquerda da orla por um remador.

O passageiro, apenas ele - o Jurandir do Sax - emociona a todos com o Bolero de Ravel naquele pequeno instrumento de sopro, tocado de pé. O barquinho vai passando na frente dos bares, enquanto ao fundo o sol se põe, refletindo nas águas os tons dourado-avermelhado, sob os quais circulam também os outros barcos. É impressionante constatar que o espetáculo do pôr-do-sol e o concerto duram exatamente 15 minutos cravados.

Desta vez pedi ao meu amigo Adriano que filmasse e ele me presenteou com um DVD, que poderá ser assistido no meu site www.sandrafayad.prosaeverso.net

Três dias depois, em um pequeno shopping de João Pessoa, após outra apresentação em ambiente fechado, onde ouvimos vários clássicos da MPB tocados por Jurandir e seu grupo, pude perceber que ele é dono de uma simplicidade e de um astral de fazer inveja. Ao falar do seu trabalho e da oportunidade de se apresentar ali, onde também ouviríamos Antonio Carlos e Jocafi, demonstrou muita emoção e valorizou a oportunidade. Nós é que ganhamos duplamente.

Aproveitei para conversar com ele e me fotografar ao seu lado.

Sempre sorridente, contou um pouquinho da sua história:

- Comecei a tocar instrumento de sopro aos 16 anos. Todos os dias eu ia para a Praia do Jacaré assistir ao pôr-do-sol levando meu sax. Ali sozinho comecei a acompanhar o evento tocando Bolero. Deu no que deu...

Hoje Jurandir é conhecido em todo o mundo, mas mantém a simplicidade e a gentileza típicas de um bom paraibano.

Estão ambos de parabéns: o Jurandir e a Paraíba.

A eles e aos meus editores e leitores, desejo que as festas de fim de ano sejam acompanhadas de ótimos momentos de aproximação entre semelhantes e entre afins do nosso querido Planeta, que é o quinhão destacado dentro do Universo por Deus para a nossa existência.

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